Prof. André Wilson Veloso

Publicado em 12 de setembro de 2019.


Autolimpeza de ratos e suas relações com ansiedade é tema de artigo publicado por docente da UniFG

O Prof. André Wilson Veloso, docente do Centro Universitário UniFG, publicou como segundo autor o artigo intitulado “Rat self-grooming and its relationships with anxiety, dearousal and perseveration: Evidence for a self-grooming trait” (Autolimpeza de ratos e suas relações com ansiedade, ‘desestresse’ e persistência: evidências de um traço de autolimpeza) na revista internacional Physiology & Behavior, já disponível em sua versão on-line para download grátis até 24 de agosto de 2019.

O estudo consistiu em submeter ratos a cinco testes de comportamentos que indicam ansiedade, medo, coping ático/passivo, persistência e estresse agudo em roedores e, após isso, estimar estatisticamente quais indicadores de comportamento entre esses cinco testes apontam para uma ou a mesma direção.

Na pesquisa, pôde ser verificada a existência de um ‘traço’ de persistência (geralmente tomado como um indicador de comportamento obsessivo-compulsivo em humanos) em ratos que insistiam por muito tempo em pressionar uma barra para obter água, mesmo ela não estando funcionando mais, quando isso foi relacionado com comportamentos de limpeza (também persistentes) em testes estressantes.

“Ratos que após eventos estressantes ficam se limpando por muito tempo também tendem a insistir mais na barra, o que indica uma perseverança ou persistência comportamental “desnecessária”, similar ao que ocorre em casos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo em humanos”, afirma o docente.

Outras medidas comportamentais também foram combinadas, relacionando a autolimpeza com ansiedade e ‘desestresse’. Sobre esse último, já demonstrado em uma primeira publicação de primeira autoria professor na Psychology & Neuroscience em 2016. Ambos trabalhos são derivados das pesquisas realizadas durante o mestrado do professor na Universidade Estadual de Londrina – PR, sob orientação do Prof. Dr. Célio Estanislau.

Apesar dos achados do estudo terem sido obtidos a partir do comportamento dos ratos em vários testes animais comportamentais, os resultados tem implicações para estudos nos diversos campos da Psicobiologia, bem como nas áreas da Psiquiatria, Farmacologia, Etologia e Neurociências.