Prof. Euler Melo Nogueira

Publicado em 23 de outubro de 2019.


“Caatinga corre o risco de desertificação”, afirma Prof. Euler Melo Nogueira

O Centro Universitário UniFG realizou, no período de 26 a 28 de agosto, a VII Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (JEPEX). O evento se propôs a instigar a produção científica entre os discentes e docentes da graduação e da pós-graduação.

As atenções voltaram-se para a palestra ‘Desmatamento da Amazônia e do Semiárido do Brasil’, apresentada no dia 27 pelo Prof. Euler Melo Nogueira, pós-doutor em Ciências de Florestas Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e pesquisador do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino. O tema está em evidência no mundo todo por ocorrência das queimadas que têm avançado sobre a floresta amazônica.

O estudo do Prof. Euller faz parte do projeto Desmatamento da Amazônia e do Semiárido do Brasil, que está em processo de conclusão. “No caso da Amazônia, a pesquisa é feita com estimativas anuais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e de vários organismos internacionais independentes, enquanto pra caatinga os  últimos dados são de 2008”, conta Nogueira.

De acordo o professor, não há estimativa oficial de desmatamento no semiárido brasileiro. A região é de grande interesse internacional do ponto de vista de estudo, porque faz parte de um grande bioma chamado florestas secas. “Existe vários grupos no mundo trabalhando com florestas secas”, informa. A caatinga é um tipo de vegetação exclusiva do Brasil e a maior área contínua de floresta no grupo de florestas secas.

Os Prof. Euller diz que é preciso aguardar a análise de todos os resultados, prevista para o fim do ano, antes de fazer um diagnóstico conclusivo. Informa, contudo, que “a caatinga corre o risco de desertificação devido à temperatura, ao solo, à degradação repetida dos solos”. O projeto está na primeira etapa, que é a investigação da quantidade e localização dos pontos de desmatamento. A etapa seguinte envolve sugestões para a sociedade civil e o desenvolvimento de políticas públicas.

O Estudo tem sido feito em 18 municípios da microrregião de Guanambi: Caculé, Caetité, Candiba, Guanambi, Ibiassucê, Igaporã, Iuiu, Jacaraci, Lagoa Leal, Licínio de Almeida, Malhada, Matina, Mortugaba, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Riacho de Santana, Sebastião Laranjeiras, Urandi. A analise é feita através do satélite Landsat.